Jogos que a Sony deixou morrer ainda são lembrados pelos fãs. Veja franquias como Bloodborne, Killzone e Resistance que sumiram do PlayStation.
Introdução
Jogos que a Sony deixou morrer continuam sendo assunto frequente entre fãs do PlayStation. Ao longo das últimas gerações, a empresa construiu algumas das franquias mais marcantes da indústria — mas também deixou várias delas no passado. Enquanto o foco atual está em blockbusters cinematográficos e grandes universos consolidados, séries queridas ficaram sem sequência, reboot ou mesmo remaster.
De RPGs cult a shooters futuristas, passando por corridas arcade e aventuras de plataforma, a lista é extensa. O desaparecimento dessas franquias não significa necessariamente fracasso, mas revela mudanças estratégicas importantes dentro da marca. A seguir, relembramos alguns dos principais títulos que marcaram época e hoje parecem esquecidos pela Sony.
Bloodborne e o silêncio que incomoda os fãs
Lançado em 2015, Bloodborne se tornou rapidamente um dos jogos mais cultuados do PlayStation 4. Desenvolvido pela FromSoftware, o RPG de ação conquistou jogadores com sua ambientação gótica, combate agressivo e dificuldade desafiadora.
Mesmo com aclamação crítica e forte base de fãs, nunca recebeu uma sequência oficial, remake ou atualização para 60 fps no PS5. Enquanto outras franquias da desenvolvedora ganharam continuações espirituais, Bloodborne permanece parado no tempo.
O silêncio em torno da marca transformou o título em símbolo máximo quando se fala em jogos que a Sony deixou morrer — especialmente considerando o potencial comercial que uma sequência poderia ter hoje.
Killzone e Resistance: o fim dos shooters exclusivos
Durante a era PS3, Killzone e Resistance representavam a aposta da Sony no mercado de FPS exclusivos. Ambas ofereciam campanhas robustas e modos multiplayer competitivos.
Killzone teve seu último capítulo em 2013, com Shadow Fall no PS4. Já Resistance parou no terceiro jogo, lançado em 2011. Desde então, a Sony direcionou seus estúdios para outras experiências, abandonando o gênero de tiro em primeira pessoa como foco interno.
Em um mercado dominado por Call of Duty e Battlefield, essas franquias poderiam ter evoluído. No entanto, tornaram-se exemplos claros da mudança estratégica da empresa.
SOCOM e The Getaway: realismo esquecido
No PlayStation 2, SOCOM foi pioneiro no multiplayer online em consoles, com foco tático e comunicação por headset. A série ajudou a consolidar a identidade online do console.
Já The Getaway apostava em narrativa cinematográfica ambientada em uma Londres realista, com forte inspiração em filmes policiais britânicos.
Ambas as franquias desapareceram com o tempo. Sem remakes ou reboots, ficaram restritas à memória dos jogadores da era PS2 — mesmo com potencial para retorno em um cenário atual dominado por experiências táticas e narrativas maduras.
MotorStorm, Driveclub e WipEout: corridas que saíram da pista
A Sony já teve um portfólio diversificado de jogos de corrida. MotorStorm apostava em off-road caótico; Driveclub buscava realismo social e visual impressionante; WipEout era sinônimo de velocidade futurista e trilha eletrônica marcante.
Problemas comerciais e o fechamento de estúdios como a Evolution Studios contribuíram para o desaparecimento dessas marcas. Hoje, Gran Turismo é praticamente o único representante forte do gênero dentro da casa.
O abandono dessas franquias reforça como a Sony reduziu sua variedade de estilos ao longo dos anos.
Jak and Daxter, Sly Cooper e LittleBigPlanet: o declínio dos mascotes
Durante os anos 2000, a Sony também investiu forte em jogos de plataforma com identidade própria. Jak and Daxter e Sly Cooper ajudaram a consolidar o PS2 como referência no gênero.
LittleBigPlanet, por sua vez, trouxe criatividade e ferramentas de criação no PS3, formando uma comunidade engajada.
Com o tempo, essas franquias perderam espaço para produções mais realistas e cinematográficas. Embora ainda sejam lembradas com carinho, seguem sem novos capítulos principais.
Days Gone, The Order: 1886 e Knack: apostas que não avançaram
Nos últimos anos, a Sony também lançou novas IPs que não tiveram continuidade. Days Gone vendeu milhões, mas a sequência foi descartada. The Order: 1886 impressionou graficamente, porém sofreu críticas quanto à duração. Knack teve duas versões, mas nunca se firmou como mascote moderno.
Esses casos mostram que nem toda nova franquia se transforma em série duradoura — especialmente em um mercado cada vez mais competitivo.
Conclusão
Os jogos que a Sony deixou morrer revelam uma transformação clara na estratégia da empresa. O foco atual privilegia grandes narrativas cinematográficas e franquias consolidadas, enquanto experiências experimentais, táticas ou arcade ficaram pelo caminho.
Embora muitas dessas séries possam retornar no futuro — seja em forma de remake, reboot ou continuação — o fato é que elas representam uma era diferente do PlayStation. Para os fãs, resta a esperança de que a Sony volte a diversificar seu catálogo e resgatar algumas dessas marcas que ajudaram a construir sua identidade.

