PlayStation 6 pode chegar só em 2028 ou 2029, segundo relatório. Crise de memória RAM também pode elevar preço do Switch 2.
O PlayStation 6 pode ser adiado para 2028 ou 2029, segundo um novo relatório que aponta impactos diretos da crise global de memória RAM na indústria de tecnologia. A possível mudança nos planos da Sony surge em meio a um cenário de escassez de componentes, impulsionado principalmente pela demanda massiva de data centers voltados para inteligência artificial.
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As informações indicam que o chamado “RAMmageddon” — termo usado para descrever o desequilíbrio entre oferta e demanda de memória — pode afetar não apenas o cronograma do próximo console da empresa japonesa, mas também influenciar decisões estratégicas de outras gigantes do setor, como a Nintendo.
Crise de memória RAM pressiona indústria global
O aumento contínuo dos preços da memória RAM tem sido atribuído, principalmente, à corrida por infraestrutura de IA. Grandes empresas estão adquirindo enormes volumes de chips para equipar data centers, reduzindo drasticamente a oferta disponível para o mercado de eletrônicos de consumo.
Segundo a Bloomberg, esse gargalo produtivo terá repercussões amplas e duradouras. O CEO da Lenovo, Yang Yuanqing, classificou o momento como um “desequilíbrio estrutural” e não uma simples oscilação temporária.
Já Tim Archer, da Lam Research, afirmou recentemente que a indústria está prestes a enfrentar uma demanda sem precedentes até o final da década. O alerta reforça a percepção de que os custos elevados podem persistir por vários anos.
Sony avalia estratégia e pode postergar o PlayStation 6
De acordo com fontes próximas ao planejamento estratégico da Sony, a empresa estaria considerando adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou até 2029. Embora nenhum posicionamento oficial tenha sido divulgado, a decisão faria sentido dentro do atual cenário de custos elevados de semicondutores.
Historicamente, a Sony manteve ciclos geracionais entre seis e sete anos. O PlayStation 5 foi lançado em 2020, o que indicaria uma janela natural para o sucessor entre 2026 e 2027. Um adiamento para 2028 ou 2029 representaria uma extensão significativa desse ciclo.
A medida poderia permitir à empresa aguardar uma estabilização dos preços e evitar lançar um console com custo de produção muito acima do ideal — algo que impactaria diretamente a margem de lucro ou o preço final ao consumidor.
Nintendo também pode rever preço do Switch 2
A crise de memória não afeta apenas a Sony. O relatório também indica que a Nintendo pode aumentar o preço do Switch 2 ainda este ano, caso a pressão sobre os custos continue.
Embora o presidente da empresa, Shuntaro Furukawa, tenha declarado recentemente que não há planos imediatos para reajuste, ele deixou claro que a situação pode mudar se o aumento dos preços persistir no próximo ano fiscal.
A Nintendo já adotou postura semelhante no passado. Em 2025, suspendeu temporariamente as pré-vendas do Switch 2 nos EUA diante de incertezas econômicas. Posteriormente, anunciou ajustes de preços em acessórios e, meses depois, elevou o valor do Nintendo Switch e suas variantes no mercado americano.
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Tendência de alta nos consoles quebra padrão histórico
Tradicionalmente, consoles tendem a ficar mais baratos ao longo da geração. No entanto, essa lógica vem mudando. A Sony já havia reajustado o preço do PS5 em regiões selecionadas em 2022 e voltou a aplicar aumentos em 2025, inclusive nos Estados Unidos.
Outras fabricantes também seguiram caminho semelhante, refletindo um novo momento da indústria, em que custos de produção e instabilidades econômicas impactam diretamente o consumidor final.
Se o PlayStation 6 realmente for adiado para 2028 ou 2029, a estratégia pode sinalizar uma nova realidade para o mercado de consoles: ciclos mais longos, preços mais altos e maior dependência de estabilidade na cadeia global de suprimentos.
O que esperar para os próximos anos
O cenário descrito pela Bloomberg sugere que a escassez de memória RAM não será resolvida no curto prazo. Caso a demanda por infraestrutura de IA continue crescendo no ritmo atual, fabricantes de consoles precisarão adaptar seus cronogramas e estratégias de precificação.
Para a Sony, adiar o PlayStation 6 pode ser uma decisão preventiva para preservar competitividade e margens financeiras. Para a Nintendo, o desafio está em equilibrar acessibilidade e rentabilidade em um mercado cada vez mais pressionado por custos.
O fato é que o chamado “RAMmageddon” pode marcar uma virada estrutural na indústria de games. E, se confirmado, o adiamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029 será um dos primeiros grandes reflexos dessa transformação.

